quinta-feira, 11 de março de 2021

Proposta de cânticos para o 4º Domingo da Quaresma - Ano B

 

Entrada

A vida que estava junto do Pai — A. Cartageno
Deus enviou ao mundo — M. Luís
É preciso renascer — J. P. Martins
Iremos com alegria — M. Luís
Irmãos convertei — J. P. Lecot
Jerusalém louva o teu Senhor — M. Luís
Jerusalém louva o teu Senhor — Carlos Silva
Louva Jerusalém o Senhor — Azevedo de Oliveira
O Povo de Deus no deserto — L. Passos
O Senhor alimentou-nos — Carlos Silva
Povos da terra cantai todos — Stralsund
Que alegria quando me disseram — M. Manzano
Senhor são muitos os nossos pecados — Joaquim dos Santos
Somos um Povo que caminha — E. Vicente

Salmo Responsorial

Jerusalém Jerusalém — F. Santos
Se eu de ti me não lembrar — M. Luís

Apresentação dos Dons

Deus amou de tal modo o mundo — J. P. Martins
Deus enviou ao mundo — M. Luís
Em Vós Senhor está a fonte — Azevedo de Oliveira
Irmãos convertei — J. P. Lecot
Nós te apresentamos — A. Espinosa
Ó esplendor do Pai — Carlos Silva
O Povo de Deus no deserto — L. Passos
Senhor são muitos os nossos pecados — Joaquim dos Santos
Troquemos o instante — Carlos Silva
Troquemos o instante — M. Simões
Vós sois o sal da terra — Carlos Silva

Comunhão

A vida que estava junto do Pai — A. Cartageno
Alegremo-nos porque o nosso irmão — A. Cartageno
Buscai o alimento — M. Luís
Cristo amou a Igreja — Carlos Silva
Deus amou de tal modo o mundo — J. P. Martins
Deus enviou ao mundo — M. Luís
Eis a escrava do Senhor — Carlos Silva
Em Vós Senhor está a fonte — Azevedo de Oliveira
Irmãos convertei — J. P. Lecot
Jerusalém louva o teu Senhor — M. Luís
Jerusalém louva o teu Senhor — Carlos Silva
Louva Jerusalém o Senhor — Azevedo de Oliveira
Não fostes vós que Me escolhestes — Azevedo de Oliveira
O Senhor alimentou-nos — Carlos Silva
Quem come deste pão — Carlos Silva
Saciastes o Vosso Povo — F. Silva
Somos convidados p’ra ceia — F. Silva
Vós sois o sal da terra — Carlos Silva

Pós-Comunhão

Deus amou de tal modo o mundo — J. P. Martins
Em Vós Senhor está a fonte — Azevedo de Oliveira
Irmãos convertei — J. P. Lecot
Jerusalém louva o teu Senhor — M. Luís
Jerusalém louva o teu Senhor — Carlos Silva
Louva Jerusalém o Senhor — Azevedo de Oliveira
Não fostes vós que Me escolhestes — Azevedo de Oliveira
O Senhor salvou-me — Carlos Silva
Porque és Senhor o caminho — M. T. Kolling
Povos da terra cantai todos — Stralsund
Povos da terra louvai — M. Simões
Senhor são muitos os nossos pecados — Joaquim dos Santos
Troquemos o instante — Carlos Silva
Troquemos o instante — M. Simões

Final

É preciso renascer — J. P. Martins
Irmãos convertei — J. P. Lecot
Jerusalém louva o teu Senhor — M. Luís
Jerusalém louva o teu Senhor — Carlos Silva
Porque és Senhor o caminho — M. T. Kolling
Povos da terra cantai todos — Stralsund
Povos da terra louvai — M. Simões

Liturgia do 4º Domingo da Quaresma - Ano B

 ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Is 66, 10-11 

Alegra-te, Jerusalém; rejubilai, todos os seus amigos.
Exultai de alegria, todos vós que participastes no seu luto
e podereis beber e saciar-vos na abundância das suas consolações.

Não se diz o Glória. 

ORAÇÃO COLECTA 
Deus de misericórdia, que, pelo vosso Filho,
realizais admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso,
a fim de caminhar alegremente
para as próximas solenidades pascais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Em vez das leituras a seguir indicadas, podem utilizar-se as do ano A, se for mais oportuno. 

LEITURA I 2 Cr 36, 14-16.19-23 
A indignação e a misericórdia do Senhor 
manifesta-se no exílio e na libertação do povo 
No tempo da Quaresma, a leitura do Antigo Testamento vai referindo os vários passos da história da salvação, para melhor nos fazer compreender como toda ela se encaminha para a Páscoa do Senhor, e como Deus salva os homens vindo ao encontro deles, mesmo nos caminhos por eles tão mal andados. Hoje vemos como os pagãos invadiram a Terra Santa, destruíram o templo e levaram cativo o povo para Babilónia, por este povo ter abandonado o Senhor e imitado as acções abomináveis dos pagãos. Mas, por fim, o próprio rei da Babilónia serviu ao Senhor de instrumento de salvação em favor do seu povo, dando-lhe de novo a liberdade e restituindo-o à terra que lhe havia sido tirada. 

Leitura do Segundo Livro das Crónicas 
Naqueles dias, todos os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha consagrado para Si em Jerusalém. O Senhor, Deus de seus pais, desde o princípio e sem cessar, enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua própria morada. Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras e riam-se dos profetas, a tal ponto que deixou de haver remédio, perante a indignação do Senhor contra o seu povo. Os caldeus incendiaram o templo de Deus, demoliram as muralhas de Jerusalém, lançaram fogo aos seus palácios e destruíram todos os objectos preciosos. O rei dos caldeus deportou para Babilónia todos os que tinham escapado ao fio da espada; e foram escravos deles e de seus filhos, até que se estabeleceu o reino dos persas. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pela boca de Jeremias: «Enquanto o país não descontou os seus sábados, esteve num sábado contínuo, durante todo o tempo da sua desolação, até que se completaram setenta anos». No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para se cumprir a palavra do Senhor, pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor inspirou Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar, em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação: «Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os reinos da terra e Ele próprio me confiou o encargo de Lhe construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem de entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho e que Deus esteja com ele».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 136 (137), 1-2.3.4-5.6 (R. 6a) 
Refrão: Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém,
fique presa a minha língua. Repete-se

Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar,
com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
dependurámos nossas harpas. Refrão

Aqueles que nos levaram cativos
queriam ouvir os nossos cânticos
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião». Refrão

Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor
em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita. Refrão

Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias. Refrão

LEITURA II Ef 2, 4-10 
Mortos por causa dos nossos pecados, 
salvos pela graça 
A leitura estabelece o contraste entre a situação de morte em que estávamos por causa das nossas faltas e a salvação que Deus nos oferece em Cristo Jesus. O Mistério Pascal que Jesus realizou passando, pela morte, à vida eterna, vivêmo-lo agora nós, que somos membros de Cristo e com Ele morremos, com Ele ressuscitámos, com Ele subimos para junto do Pai. 

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios 
Irmãos: Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo – é pela graça que fostes salvos – e com Ele nos ressuscitou e com Ele nos fez sentar nos Céus. Assim quis mostrar aos séculos futuros a abundante riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco, em Jesus Cristo. De facto, é pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de vós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar. Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras que Deus de antemão preparou, como caminho que devemos seguir.
Palavra do Senhor.

ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Jo 3, 16 
Refrão: Grandes e admiráveis
são as Vossas obras, Senhor. Repete-se
Deus amou tanto o mundo
que lhe deu o seu Filho Unigénito:
quem acredita n’Ele tem a vida eterna. Refrão

EVANGELHO Jo 3, 14-21 
«Deus enviou o seu Filho, para que o mundo seja salvo por Ele» 
A partir deste IV Domingo as leituras do Evangelho são tiradas de S. João, tanto ao domingo como de semana. Hoje ela fala-nos da futura glorificação de Jesus pela Cruz e Ressurreição. É este o próprio movimento do Mistério Pascal, primeiro em Jesus, depois nos cristãos pela morte à vida, pela Cruz à glória. A Quaresma é também o tempo apropriado para entendermos melhor este caminho providencial de salvação, para depois celebrarmos a Páscoa com mais fé, em acção de graças a Deus e ao Senhor Jesus Cristo. 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. 

ORAÇÃO DOS FIÉIS
Irmãs e irmãos em Cristo:
Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito.
Apoiados no grande amor que Deus nos tem,
oremos pela Igreja e por todos os homens,
dizendo (ou: cantando), confiadamente:

R. Renovai-nos, Senhor, no vosso Espírito.
Ou: Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Iluminai, Senhor, o nosso coração.

1. Para que as Igrejas cristãs de todo o mundo
guiadas pelo Espírito do Senhor,
façam penitência e se convertam ao Evangelho,
oremos.

2. Para que este mundo não rejeite os mensageiros,
que Deus lhe envia sem cessar,
e preste ouvidos às palavras dos profetas,
oremos.

3. Para que neste tempo santo da Quaresma
os cristãos se aproximem mais da luz de Cristo
e pratiquem o que é bom aos olhos de Deus,
oremos.

4. Para que os pobres, os doentes e os que estão tristes,
ponham toda a sua esperança no Senhor
e acreditem que Jesus veio salvar-nos,
oremos.

5. Para que a nossa assembleia dominical
dê graças pelo dom da salvação,
que Deus nos oferece em Jesus Cristo,
oremos.

Senhor, nosso Deus,
que ouvis as orações dos vossos servos,
afastai as trevas que nos cercam,
fazei brilhar a luz do vosso Filho
e dirigi os nossos corações para a luz da sua Páscoa.
Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Ao apresentarmos com alegria estes dons de vida eterna,
humildemente Vos pedimos, Senhor,
a graça de os celebrar com verdadeira fé
e de os oferecer dignamente pela salvação do mundo.
Por Nosso Senhor.

PREFÁCIO O cego de nascença 
Quando se lê o Evangelho do cego de nascença, diz-se o prefácio seguinte:
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.

Pelo mistério da Encarnação,
iluminou o género humano que vivia nas trevas
para o reconduzir à luz da fé
e pela regeneração do Baptismo
libertou os que nasciam na escravidão do antigo pecado
para os tornar seus filhos adoptivos.

Por isso o céu e a terra Vos adoram,
cantando um cântico novo,
e também nós, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:
Santo, Santo, Santo.

Quando não se lê o Evangelho do cego de nascença, diz-se outro prefácio da Quaresma 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO 
Quando se lê o Evangelho do cego de nascença: cf. Jo 9, 11 
O Senhor ungiu os meus olhos.
Eu fui lavar-me, comecei a ver e acreditei em Deus.

Quando se lê o Evangelho do filho pródigo: Lc 15, 32 
Alegra-te, meu filho, porque o teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi encontrado.

Quando se lê o outro Evangelho: Salmo 121, 3-4 
Jerusalém, cidade de Deus,
para ti sobem as tribos do Senhor,
para celebrar o seu santo nome.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor nosso Deus,
luz de todo o homem que vem a este mundo,
iluminai os nossos corações com o esplendor da vossa graça,
para que pensemos sempre no que Vos é agradável
e Vos amemos de todo o coração.
Por Nosso Senhor.

4º Domingo da Quaresma - Ano B

 14 DE MARÇO DE 2021 | ANO B


A liturgia do 4º Domingo da Quaresma garante-nos que Deus nos oferece, de forma totalmente gratuita e incondicional, a vida eterna.


A primeira leitura diz-nos que, quando o homem prescinde de Deus e escolhe caminhos de egoísmo e de autossuficiência, está a construir um futuro marcado por horizontes de dor e de morte. No entanto, diz o autor do Livro das Crónicas, Deus dá sempre ao seu Povo outra possibilidade de recomeçar, de refazer o caminho da esperança e da vida nova.


A segunda leitura ensina que Deus ama o homem com um amor total, incondicional, desmedido; é esse amor que levanta o homem da sua condição de finitude e debilidade e que lhe oferece esse mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim que está no horizonte final da nossa existência.


No Evangelho, João recorda-nos que Deus nos amou de tal forma que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Somos convidados a olhar para Jesus, a aprender com Ele a lição do amor total, a percorrer com Ele o caminho da entrega e do dom da vida. É esse o caminho da salvação, da vida plena e definitiva. (https://www.dehonianos.org/)

terça-feira, 2 de março de 2021

Liturgia do 2º Domingo da Quaresma - Ano B

 ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 8-9

Diz-me o coração: «Procurai a face do Senhor».
A vossa face, Senhor, eu procuro;
não escondais de mim o vosso rosto.

Ou cf. Salmo 24, 6.3.22
Lembrai-vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Não triunfe sobre nós o inimigo.
Senhor, livrai-nos de todo o mal.

Não se diz o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita bondade,
que nos mandais ouvir o vosso amado Filho,
fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra,
de modo que, purificado o nosso olhar espiritual,
possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Gen 22, 1-2.9a.10-13.15-18
O sacrifício do nosso Patriarca Abraão
Depois da história de Noé, no domingo passado, lemos hoje a história de Abraão e do sacrifício de seu filho Isaac, sobre o monte Moriá. Mas Deus nunca quis sacrifícios humanos. Abraão demonstrou a sua vontade de completa obediência a Deus e recuperou o seu filho, vivo, que assim se tornou uma figura de Cristo na sua ressurreição.

Leitura do Livro do Génesis
Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!». Ele respondeu: «Aqui estou». Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar. Quando chegaram ao local designado por Deus, Abraão levantou um altar e colocou a lenha sobre ele. Depois, estendendo a mão, puxou do cutelo para degolar o filho. Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do alto do Céu: «Abraão, Abraão!». «Aqui estou, Senhor», respondeu ele. O Anjo prosseguiu: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças mal algum. Agora sei que na verdade temes a Deus, uma vez que não Me recusaste o teu filho, o teu filho único». Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro, preso pelos chifres num silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em vez do filho. O Anjo do Senhor chamou Abraão do Céu pela segunda vez e disse-lhe: «Por Mim próprio te juro - oráculo do Senhor - já que assim procedeste e não Me recusaste o teu filho, o teu filho único, abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar, e a tua descendência conquistará as portas das cidades inimigas. Porque obedeceste à minha voz, na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 115 (116), 10 e 15. 16-17.18-19 (R. Salmo 114 (115), 9)
Refrão: Andarei na presença do Senhor
sobre a terra dos vivos. Repete-se
Ou: Caminharei na terra dos vivos
na presença do Senhor. Repete-se

Confiei no Senhor, mesmo quando disse:
«Sou um homem de todo infeliz».
É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis. Refrão

Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias.
Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome. Refrão

Cumprirei as minhas promessas ao Senhor
na presença de todo o povo,
nos átrios da casa do Senhor,
dentro dos teus muros, Jerusalém. Refrão

LEITURA II Rom 8, 31b-34
«Deus não poupou o seu próprio Filho»
Esta leitura mostra como Jesus realiza até ao fim a figura de Isaac, anunciada na leitura anterior, e como o amor de Abraão é imagem do amor infinito de Deus pelos homens. Deus, que não quis que Abraão Lhe oferecesse o filho em sacrifício, permitiu que o seu muito amado filho Jesus fosse sacrificado, em expiação dos nossos pecados. De facto, toda a história da salvação atinge o seu ponto mais alto em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Se Deus está por nós, quem estará contra nós? Deus, que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou à morte por todos nós, como não havia de nos dar, com Ele, todas as coisas? Quem acusará os eleitos de Deus, se Deus os justifica? E quem os condenará, se Cristo morreu e, mais ainda, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por nós?
Palavra do Senhor.

ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO
Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória. Repete-se
No meio da nuvem luminosa, ouviu-se a voz do Pai:
«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». Refrão

EVANGELHO Mc 9, 2-10
«Este é o meu Filho muito amado»
A Transfiguração, lida neste Domingo, depois de, no Domingo anterior, ter sido escutada a tentação, faz com ela, como que num grande painel de duas alas, uma espécie de grande abertura da Quaresma: mortificação e glorificação, tentação e glória, morte e ressurreição; são elas, de facto, a síntese do Mistério Pascal que vamos celebrar na Páscoa. Jesus vive em Si o mistério que a sua Igreja agora celebra, e que ela viverá até à sua própria Transfiguração.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo.

ORAÇÃO DOS FIÉIS
I rmãs e irmãos:
Oremos a Deus Pai que está nos céus,
pedindo-Lhe, pela mediação de Jesus Cristo,
a graça de escutar a sua voz,
e imploremos (ou: e cantemos), humildemente:

R. Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Salvai, Senhor, o vosso povo.
Ou: Abençoai, Senhor, a vossa Igreja.

1. Para que a nossa Diocese e as suas paróquias
escutem a voz do Espírito que as convida
a converterem-se claramente ao Evangelho,
oremos.

2. Para que na nossa pátria e em todo o mundo
surjam homens responsáveis e decididos,
que trabalhem pelo bem dos cidadãos,
oremos.

3. Para que os cristãos do Oriente e do Ocidente
sejam homens e mulheres de fé como Abraão
e obedeçam sempre à voz de Deus,
oremos.

4. Para que os doentes que estão em agonia
acreditem no grande amor que Deus lhes tem
e se entreguem nas mãos do Salvador,
oremos.

5. Para que os membros desta comunidade (paroquial)
recebam a luz de Cristo transfigurado
e vivam sempre na presença do Senhor,
oremos.

Deus de Jesus Cristo e nosso Pai,
dai-nos uma fé tão grande e tão profunda
como aquela que destes a Abraão,
que o levou a não Vos recusar Isaac,
o filho a quem ele amava tanto.
Por Cristo Senhor nosso.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Esta oblação, Senhor, lave os nossos pecados
e santifique o corpo e o espírito dos vossos fiéis,
para celebrarmos dignamente as festas pascais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

PREFÁCIO A transfiguração do Senhor
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo nosso Senhor.
Depois de anunciar aos discípulos a sua morte,
manifestou-lhes no monte santo o esplendor da sua glória,
para mostrar, com o testemunho da Lei e dos Profetas,
que pela sua paixão alcançaria a glória da ressurreição.
Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu,
proclamamos na terra a vossa glória,
cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 17, 5
Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus as minhas complacências.
Escutai-O.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Alimentados nestes gloriosos mistérios,
nós Vos damos graças, Senhor,
porque, vivendo ainda na terra,
nos fazeis participantes dos bens do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

2º Domingo da Quaresma - Ano B


28 DE FEVEREIRO DE 2021 | ANO B

 


No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, o caminho da obediência total e radical aos planos do Pai.


O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.


Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão como paradigma de uma certa atitude diante de Deus. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total (mesmo quando os planos de Deus parecem ir contra os seus sonhos e projetos pessoais). Nesta perspetiva, Abraão é o modelo do crente que percebe o projeto de Deus e o segue de todo o coração.


A segunda leitura lembra aos crentes que Deus os ama com um amor imenso e eterno. A melhor prova desse amor é Jesus Cristo, o Filho amado de Deus que morreu para ensinar ao homem o caminho da vida verdadeira. Sendo assim, o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança. (https://www.dehonianos.org)

Lituirgia do XVII Domingo do Tempo Comum - Ano B

25 de julho de 2021 ANTÍFONA DE ENTRADA   Salmo 67, 6-7.36 Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o v...